Em 1216, a aldeia de Benningen foi o local de um milagre eucarístico no qual a Hóstia sangrou. Alguns anos depois, em 1221, os cidadãos de Benningen iniciaram a construção de uma capela em honra a esse milagre, conhecida como Riedkapelle zum hochwürdigen Gut. De 1674 a 1718, a Riedkapelle foi reconstruída e ampliada para acomodar o grande número de peregrinos. Todo ano, durante a festa do Corpus Domini (Corpus Christi), a paróquia de Benningen realiza uma procissão até a Riedkapelle para celebrar a comemoração do milagre.
Um documento antigo de 1216 conta a história de dois moleiros que durante anos estiveram em conflito. Um dia, um deles, exasperado por mais uma discussão, recebeu a Comunhão e depois roubou uma Hóstia consagrada que escondeu entre as pedras do moinho de seu vizinho com a intenção de difamá-lo. Durante a Festa de São Gregório, a Hóstia começou a sangrar tão profusamente que toda a aldeia e o Bispo tomaram conhecimento disso.
O moleiro blasfemo arrependeu-se e confessou seu erro. As pinturas da capela construída em honra ao milagre foram feitas por Johann Friedrich Sichelbein para ilustrar a história. O retrato acima do altar mostra o Bispo de Augsburg, Frederich, que depositou a Hóstia em um recipiente precioso na Igreja de São Martinho em Memmingen. Ao longo dos séculos, devido a eventos históricos, os vestígios da preciosa relíquia foram perdidos. Durante muito tempo, acreditou-se que as pinturas que adornam a Capela eram cópias daquelas exibidas no Monastério de Ottobeuren. Somente durante a restauração de 1987 foi descoberto que as pinturas eram os originais. No teto de madeira há afrescos ilustrando a Paixão de Cristo e cenas do Antigo e do Novo Testamento.
Benningen