Os documentos mais antigos referentes ao Santo Sangue de Bruges datam de 1256. O Santo Sangue provavelmente fazia parte de um conjunto de relíquias da Paixão de Cristo preservadas no Museu Imperial de Bucoleon em Constantinopla (atual Istambul). Em 1203, Constantinopla foi sitiada e conquistada pelos Cruzados. Baldovino IX, Conde de Flandres, após ser coroado como o novo imperador, enviou a relíquia do Precioso Sangue para sua terra natal em Bruges.

Análises recentes foram feitas na garrafa de cristal que contém o Santo Sangue. A garrafa foi datada do século XI. Também é certo que foi fabricada em uma área próxima de Constantinopla. Embora na Bíblia não haja menção explícita de que o Sangue de Cristo tenha sido preservado, em um dos Evangelhos Apócrifos narra-se que José de Arimateia preservou algumas gotas do sangue de Cristo.

Segundo uma antiga tradição, o Conde Diederik van den Elzas trouxe a garrafa contendo o Sangue de Cristo de Jerusalém para Bruges durante a segunda cruzada. Investigações recentes, no entanto, apontaram que a relíquia chegou a Bruges posteriormente, provavelmente por volta de 1250, vindo de Constantinopla.

A veneração da relíquia é a origem da procissão de fama internacional que ocorre todos os anos pelas ruas da cidade no dia da festa da Ascensão. Os cidadãos de Bruges se vestem com roupas históricas e encenam cenas bíblicas e a chegada do Conde de Flandres que trouxe a relíquia sagrada.

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