A carne e o sangue de Lanciano são, portanto, exatamente os mesmos que seriam se tivessem sido retirados naquele mesmo dia de um ser vivo.

Em 1970, o Arcebispo de Lanciano e o Superior Provincial dos Franciscanos Conventuais do Abruzzo, com a aprovação de Roma, solicitaram ao Dr. Edward Linoli, diretor do hospital em Arezzo e professor de anatomia, histologia, química e microscopia clínica, que realizasse um exame científico minucioso sobre as relíquias do milagre ocorrido doze séculos antes. Em 4 de março de 1971, o professor apresentou um relatório detalhado dos vários estudos realizados. Aqui estão os resultados básicos:

Além disso, em 1973, o principal Conselho Consultivo da Organização Mundial da Saúde nomeou uma comissão científica para corroborar as conclusões de Linoli. O trabalho durou 15 meses e incluiu 500 testes. Verificou-se que os fragmentos retirados de Lanciano não poderiam em hipótese alguma ser comparados a tecido embalsamado. Quanto à natureza do fragmento de carne, a comissão declarou tratar-se de tecido vivo porque respondeu rapidamente a todas as reações clínicas características dos seres vivos. Sua resposta confirmou plenamente as conclusões do professor Linoli. No extrato resumindo o trabalho científico da Comissão Médica da OMS e da ONU, publicado em dezembro de 1976 em Nova York e Genebra, declarou-se que a ciência, ciente de seus limites, parou diante da impossibilidade de dar uma explicação.

Lanciano