No milagre eucarístico de Les Ulmes, foi durante a exposição do Santíssimo Sacramento para adoração pública que, no lugar da Hóstia, apareceu a forma de um homem com cabelo castanho-claro caindo sobre as costas, um rosto luminoso, as mãos cruzadas uma sobre a outra e uma túnica branca cobrindo o corpo. Após exame minucioso, o Bispo autorizou a devoção a este milagre eucarístico. Mesmo hoje na igreja, pode-se ver o nicho que continha a Hóstia miraculosa por mais de 130 anos. A Hóstia foi devotamente consumida pelo Vigário de Puy Notre Dame durante a Revolução Francesa, por temor de que este Santíssimo Sacramento fosse profanado.

Em 2 de junho de 1668, sábado da Oitava de Corpus Christi, na pequena Igreja de Les Ulmes, o Santíssimo Sacramento foi exposto para adoração pública. O pároco da igreja, Nicolas Nezan, começou a incensar a custódia. Enquanto o hino Pange Lingua era cantado, “e ao alcançar a estrofe ‘Verbum caro Panem verum’, a forma de um homem apareceu na custódia no lugar da Hóstia. Parecia ter cabelo castanho-claro que caía sobre as costas, um rosto luminoso, as mãos cruzadas uma sobre a outra e o corpo coberto por uma túnica branca. Essa aparição durou por mais de quinze minutos, seja no sacrário onde o Santíssimo Sacramento estava exposto, ou no altar para onde o sacerdote havia levado o Santíssimo Sacramento a fim de permitir uma observação mais próxima a todos os presentes.”

Em 13 de junho, o pároco imediatamente enviou uma mensagem ao seu Bispo, Henry Arnauld, que rapidamente ordenou uma investigação. Em 25 de junho foi publicada a carta pastoral contendo a “descrição fiel” da maravilha. Entre as várias obras que se seguiram e que buscaram a descrição objetiva contida na carta, lembramos a do Padre dominicano Gonet, que descreve o evento no Volume VIII de sua obra Clypeus Theologiae, publicada pela primeira vez em 1669 pelo editor francês Bertier.

O Bispo ordenou que esse fato fosse amplamente divulgado, portanto três gravuras foram imediatamente encomendadas: uma de Edelynck que ainda se encontra em Paris, de qualidade ótima; uma de Jean Bidault de Saumur e, por fim, uma do editor Ernoudi Parigi. No final do século XVIII, na paróquia de Les Ulmes, o aniversário da aparição era solenemente celebrado todo ano. Em 1901, o Congresso Eucarístico Internacional de Angers foi celebrado nesta paróquia e, em julho de 1933, durante o Congresso Eucarístico Nacional, uma sessão completa de estudo foi dedicada ao milagre de 1668. Mesmo hoje na igreja, pode-se ver o nicho que por 130 anos continha a Hóstia miraculosa. A Sagrada Espécie foi devotamente consumida durante a Revolução Francesa pelo Vigário de Puy Notre Dame, que temia que o Precioso Sacramento fosse profanado.

Les Ulmes