“Embora a Eucaristia seja solenemente celebrada todos os dias do ano, em um dia prestamos uma homenagem especial ao Corpo de Cristo. Podemos, é claro, invocar o Senhor com nossas mentes e nossos espíritos a qualquer momento, mas não obtemos assim a presença real de Cristo. Com a comemoração eucarística, porém, Jesus Cristo está realmente presente conosco em Sua própria substância. Como o Cristo ressuscitado nos disse antes de Sua Ascensão: ‘Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos.’ (Mt 28, 20) …Ele permaneceria e estaria com eles até mesmo por Sua presença física.” Papa Urbano IV: Transiturus de hoc mundo
Beata Juliana de Cornillon, que viveu na Bélgica do século XIII, teve uma visão na qual viu uma lua cheia escurecida em um ponto. Ela ouviu uma misteriosa voz celestial afirmar que a lua representava a Igreja naquele tempo, e o ponto escuro mostrava que faltava uma grande festa em honra ao Corpo de Cristo no calendário litúrgico. Ela reportou essa visão à autoridade eclesiástica local, o Arcediago de Liège, Jacques Panteléeon, que mais tarde tornou-se o Papa Urbano IV.
Em 1246, o Bispo de Liège, Roberto de Thourotte, estabeleceu em sua diocese uma festa em honra ao Santo Sacramento, sendo celebrada pela primeira vez em 5 de junho de 1249. Em 1264, o Papa Urbano IV (antigo Arcediago de Liège, a quem a Beata Juliana contou sua visão) publicou uma bula papal estendendo a celebração para a Igreja universal. Também encarregou São Tomás de Aquino de compor o Oficio para a Missa e a Liturgia das Horas para a festa.
Liège