Há mais de 900 anos é possível venerar a relíquia de uma porção do Santíssimo Sangue de Jesus no Mosteiro Beneditino de Weingarten. Segundo muitos historiadores, o soldado Longino teria levado a relíquia do Santíssimo Sangue de Cristo até Mântua. Mais tarde, o Sangue Precioso foi dividido em várias porções e entregue a governantes da época, o mais famoso dos quais foi Carlos Magno, e vários papas.

A relíquia do Santíssimo Sangue chegou também a Weingarten. Segundo um documento antigo, no ano de 1055, o Imperador Henrique III dos Francos recebeu parte da Relíquia Preciosa. Henrique posteriormente deixou o Santíssimo Sangue como herança para o Conde Baldovino da Flandres, que por sua vez entregou a relíquia sagrada para sua filha, Judite.

Quando Guelfo IV da Baviera buscou Judite como sua esposa, ela lhe deu a Relíquia Preciosa, a qual ele próprio depois entregou aos beneditinos em Weingarten, dirigidos naquela época pelo Abade Wilichon. A cerimônia solene ocorreu em 4 de março de 1094. Por esta razão, a Abadia Beneditina recebeu numerosas indulgências de vários papas, de modo que esta igreja se tornou um centro religioso de importância extraordinária.

Cada ano, uma cerimônia conhecida como A Cavalgada (ou Procissão) do Sangue, em honra à relíquia, era organizada em Weingarten. Tratava-se de um desfile no qual quase 3.000 cavalos, conduzidos por representantes das paróquias individuais e pelo clero das igrejas locais, participavam.

Weingarten